

Brenda Freires crafts images that inhabit the space between memory, reality, and the imaginary, taking everyday life as a structure shaped by erasures and contested narratives. Primarily utilizing painting, the artist creates scenes that operate within what is left unsaid, investigating the experiences of Black womanhood through self-portraiture and image manipulation.
She articulates elements of contemporary visual culture, creating compositions where human figures merge with botanical landscapes, transparencies, and digital fragments. Moving fluidly between document and invention, she employs fabulation as a tool for both subjective and collective reconstruction.
Her process is deeply driven by material experimentation. Techniques such as cyanotype, watercolor, chalk, gouache, and digital collage are fluidly layered, creating unstable and sensitive surfaces.
By uniting manual and digital processes, the artist constructs images where the Black body occupies spaces of delicacy, freedom, and invention.
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Brenda Freires constrói imagens que habitam o espaço entre memória, realidade e imaginário, partindo do cotidiano como uma estrutura atravessada por apagamentos e disputas de narrativa. Utilizando principalmente a pintura, a artista cria cenas que operam a partir do que não é dito, investigando as vivências da mulheridade preta através do autorretrato e da manipulação de imagens.
A artista articula elementos da cultura visual contemporânea, criando
composições onde figuras humanas se fundem a paisagens botânicas, transparências e fragmentos digitais. Ao transitar entre documento e invenção, utiliza a fabulação como ferramenta de reconstrução subjetiva e coletiva.
Seu processo é profundamente guiado pela experimentação material. Técnicas como cianotipia, aquarela, giz, guache e colagem digital aparecem sobrepostas
de maneira fluida, criando superfícies instáveis e sensíveis.
Ao unir procedimentos manuais e digitais, a artista constrói imagens onde
corpo negro ocupa espaços de delicadeza, liberdade e invenção.


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COLAGEM

CIANOTIPIA
Desenvolvida em 1842, a cianotipia é um procedimento fotográfico analógico baseado na fotossensibilidade de sais de ferro que, sob radiação ultravioleta, revelam imagens em densos tons de azul da Prússia. Na investigação de Brenda, a técnica deixa de ser apenas um resgate histórico para se tornar uma metodologia sensível: uma busca por perenizar o instante e as nuances do intangível, convertendo a alquimia do azul em uma arqueologia da própria memória.

EXPOSIÇÕES
Premiações
Prêmio Brasileiro de Design (PBD), projeto Salve o Brasil dos Brasileiros.
Mentorias e Programas de Desenvolvimento
Artista selecionada para o programa de desenvolvimento internacional promovido pela House Foundations em parceria com o Creative Futures Collective, São Paulo, SP.
Residências Artísticas
Residência Artística Women on Walls (2016) — Imersão e desenvolvimento de projetos focados em artes visuais e ampliação de narrativas femininas em plataformas d igitais e urbanas (Edição Online).
Awards
Brazilian Design Award (PBD), for the project Salve o Brasil dos Brasileiros.
Mentorships & Development Programs
Selected Artist for the international development program hosted by House Foundations in partnership with the Creative Futures Collective, São Paulo, SP.
Art Residencies
Women on Walls Artist Residency (2016) — Project development and immersion focused on visual arts and the amplification of female narratives across digital and urban platforms (Online Edition).
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