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Brenda Freires investigates the experiences of Black womanhood with painting as her central medium. Her compositions inhabit the threshold between memory, reality, and the imaginary, taking everyday life not merely as a record, but as fertile ground for poetic and critical reinvention.

n her practice, dreaming moves beyond the individual realm to establish a collective territory of connection. Resonating with ancestral and Indigenous cosmologies, the artist conceives dreaming as a path of belonging and expansion within a broader cosmos. From this premise, human figures merge with botanical landscapes, transparencies, and fragments of contemporary visual culture. Navigating between document and invention, fabulation operates not as an escape, but as a political tool for subjective and historical reconstruction.

Fundamentally, this research addresses the insistence of life. Within a historical context shaped by structural racism, which systematically reduces Black existence to the logic of immediate survival, the ability to project tomorrow manifests as a radical act of insubordination. By painting those who persist in dreaming, the artist constructs an imaginary where the Black body moves beyond mere resistance to claim spaces of delicacy, freedom, and invention.

This conceptual framework directly translates into material execution. Freires’ process is driven by experimentation and the layering of mediums, articulating cyanotype, watercolor, gouache, chalk, and digital collage. By placing manual and technological procedures in tension, the artist creates open, sensitive, and unstable surfaces whose physical layers mirror the very fluidity of the memories and fabulations she brings forth.

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Brenda Freires investiga as vivências da mulheridade preta partindo da pintura como linguagem central. Suas composições habitam o limiar entre memória, realidade e imaginário, tomando a cotidianidade não apenas como registro, mas como solo de constante reinvenção poética e crítica.

Em sua poética, o sonhar ultrapassa a esfera individual para se constituir como um território coletivo de conexão. Alinhada a cosmovisões ancestrais e indígenas, a artista concebe o sonho como uma via de pertencimento e expansão junto ao cosmo. A partir dessa premissa, figuras humanas fundem-se a paisagens botânicas, transparências e fragmentos da cultura visual contemporânea. Nesses fluxos entre o documento e a invenção, a fabulação opera não como evasão, mas como ferramenta política de reconstrução subjetiva e histórica.

Trata-se de uma pesquisa sobre a insistência da vida. Diante de um contexto histórico marcado pelo racismo estrutural, que sistematicamente reduz a existência negra à lógica da sobrevivência imediata, a capacidade de projetar o amanhã revela-se um ato radical de insubordinação. Ao pintar aqueles que persistem no ato de sonhar, a artista elabora um imaginário em que o corpo negro ultrapassa o registro do confronto para reivindicar territórios de delicadeza, liberdade e invenção.

Essa complexidade conceitual desdobra-se na própria matéria. O processo de Brenda é guiado pela experimentação e pela sobreposição de meios, articulando cianotipia, aquarela, guache, giz e colagem digital. Ao tensionar procedimentos manuais e tecnológicos, a artista constrói superfícies abertas, sensíveis e instáveis, cujas camadas materiais espelham a própria fluidez das memórias e fabulações que articula.

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COLAGEM

CIANOTIPIA

Desenvolvida em 1842, a cianotipia é um procedimento fotográfico analógico baseado na fotossensibilidade de sais de ferro que, sob radiação ultravioleta, revelam imagens em densos tons de azul da Prússia. Na investigação de Brenda, a técnica deixa de ser apenas um resgate histórico para se tornar uma metodologia sensível: uma busca por perenizar o instante e as nuances do intangível, convertendo a alquimia do azul em uma arqueologia da própria memória.

EXPOSIÇÕES

Premiações 

Prêmio Brasileiro de Design (PBD), projeto Salve o Brasil dos Brasileiros.

 

Mentorias e Programas de Desenvolvimento 

Artista selecionada para o programa de desenvolvimento internacional promovido pela House Foundations em parceria com o Creative Futures Collective, São Paulo, SP.

 

Residências Artísticas

Residência Artística Women on Walls (2016) — Imersão e desenvolvimento de projetos focados em artes visuais e ampliação de narrativas femininas em plataformas d igitais e urbanas (Edição Online).

Awards
Brazilian Design Award (PBD), for the project Salve o Brasil dos Brasileiros.

 

Mentorships & Development Programs

Selected Artist for the international development program hosted by House Foundations in partnership with the Creative Futures Collective, São Paulo, SP.

 

Art Residencies
Women on Walls Artist Residency (2016) — Project development and immersion focused on visual arts and the amplification of female narratives across digital and urban platforms (Online Edition).

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