Brenda Freires constrói imagens que habitam o espaço entre memória, realidade e imaginário, partindo do cotidiano como uma estrutura atravessada por apagamentos e disputas de narrativa. Utilizando principalmente a pintura, a artista cria cenas que operam a partir do que não é dito, investigando as vivências da mulheridade preta através do autorretrato e da manipulação de imagens.
A artista articula elementos da cultura visual contemporânea, criando composições onde figuras humanas se fundem a paisagens botânicas, transparências e fragmentos digitais. Ao transitar entre documento e invenção, Brenda Freires utiliza a fabulação como ferramenta de reconstrução subjetiva e coletiva.
Seu processo é profundamente guiado pela experimentação material. Técnicas como cianotipia, aquarela, giz, guache e colagem digital aparecem sobrepostas de maneira fluida, criando superfícies instáveis e sensíveis. Ao unir procedimentos manuais e digitais, a artista constrói imagens onde corpo negro ocupa espaços de delicadeza, liberdade e invenção.








